sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Extintor em carros deixará de ser obrigatório no Brasil

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu após reunião nesta quinta-feira (17) que o uso de extintor de incêndio em carros no Brasil é agora opcional. Desta forma, a ausência do equipamento não será mais considerada uma infração de trânsito passível de multa. 


O fim da obrigatoriedade começará a valer nos próximos dias, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Desde o ano de 1970, trafegar sem o extintor ou com ele vencido era considerado uma infração média, que rende 5 pontos na carteira de habilitação e mais R$ 127,69 de multa.

Nos Estados Unidos e em grande parte das nações da Europa, a obrigatoriedade do equipamento não existe. A presença do extintor, entretanto, segue sendo exigida em veículos como caminhões, caminhão-trator, micro-ônibus, ônibus, caminhonetes, camionetas, triciclos de cabine fechadas, e veículos destinados ao transporte de produtos inflamáveis.

LEIA MAIS
Exigência de novo extintor para todos os veículos do País é adiada pela 3ª vez Food truck explode em Perdizes, na zona oeste; uma pessoa fica ferida

No último dia 1º de outubro, foi anunciada a obrigatoriedade dos extintores do tipo ABC. O novo equipamento, segundo o Contran, é mais eficiente no combate ao fogo em mais tipos de materiais em relação ao antigo, do tipo BC.
A exigência da mudança iria começar a valer em 1º de janeiro deste ano, causando uma corrida às lojas especializadas em acessórios para carros em todo o país. O caos resultou na falta de produto e em crescentes denúncias contra os preços abusivos dos extintores.

Devido aos problemas, houve adiamentos na obrigatoriedade da troca, até que o Contran decidiu que seria preciso entre 3 a 4 anos para implantar a mudança total.

"A mudança na legislação ocorre após 90 dias de avaliação técnica e consulta aos setores envolvidos", diz uma nota do Contran. De acordo com o órgão, o uso do extintor vencido representa mais risco do que o incêndio no veículo. Além disso, com tecnologia cada vez mais avançada nos veículos, o número de incêndios vem diminuindo drasticamente.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Recém-nascido tem direito a plano de saúde sem carência


Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

A chegada de um bebê sempre é repleta de preparativos. São planejados o espaço ideal para receber o novo integrante da família, a decoração do quarto e a compra do enxoval. Depois do parto, os pais vivem momento de adaptação, porém, mesmo preocupados com a saúde dos pequenos, alguns não se lembram de incluí-los no plano de saúde. Por lei, os responsáveis têm até 30 dias a partir do nascimento para fazer adesão da criança à assistência médica. Se a inscrição não for feita dentro desse prazo, o recém-nascido terá de cumprir carência de seis meses para ser atendido pelo convênio. Durante os primeiros 30 dias de vida, o plano dos pais tem obrigação de atender automaticamente ao bebê, segundo a Lei Federal nº 9.656, de junho de 1998 — a Lei dos Planos de Saúde. Ao fim desse período, o registro formal passa a ser necessário.

Quando Gael Gonçalves Cayres, hoje com 10 meses, nasceu, teve dificuldades em respirar, por isso precisou de internação em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na maternidade. A mãe, a publicitária Daffyne Gonçalves, 27 anos, e o pai, Daniel Cayres, 31, além de enfrentar a preocupação com o estado de saúde do bebê também ficaram apreensivos com os possíveis gastos. Os custos da estadia equivaliam a quase R$ 3 mil diários. “Foi um grande susto. Os médicos encaminharam-no para o leito e ainda bem que, dois dias depois, o plano informou que cobriria o serviço”, lembra Daniel. O atendimento é assegurado ao recém-nascido pelo contrato da mãe, do pai ou responsável legal. No caso, Gael foi atendido pelo convênio paterno.


O pai ficou atento aos prazos para incluir Gael no plano de saúde oferecido pela empresa em que trabalha. Daniel procurou o setor de recursos humanos para saber os procedimentos necessários. “Foi bem simples. Apenas preenchi um formulário e entreguei a certidão de nascimento do meu filho”, relata. O recém-nascido foi incluído na assistência médica sem precisar cumprir qualquer carência, uma vez que ele é sujeito aos mesmos prazos cumpridos pelo responsável. “Não tivemos dificuldades, assim como na hora do parto, o Gael vem sendo atendido em todos os procedimentos. Isso garantiu uma tranquilidade para nós”, detalhou Daffyne.

Com vinte dias de vida, Jorge Luís Tanure ainda pode ser atendido pela assistência inicial do plano de saúde. A preocupação da mãe, a psicóloga Georgina Fagundes, 43 anos, é garantir os serviços após o prazo de 30 dias de nascimento. Os procedimentos necessários estão na ponta do lápis para garantir a inclusão no plano. “O acompanhamento básico dele é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A minha preocupação é em manter o benefício para cobrir exames e possíveis eventualidades, como internação”, explicou a mãe.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/

terça-feira, 8 de setembro de 2015

7 de SETEMBRO

Esquadrilha da Fumaça volta ao céu de Brasília com novos aviões

A Esquadrilha da Fumaça volta a se apresentar nesta segunda-feira (7/9), no Dia da independência, após dois anos. Em 2014, o grupo fez apenas um sobrevoo sem manobras, porque os pilotos estavam em treinamento para operar as novas aeronaves: as A 29 Super Tucano, que serão as estrelas nesta segunda-feira. A apresentação está prevista para começar após o fim do desfile terrestre, às 10h30.

Imagem: Daniel Ferreira/CB/D.A Press


Serão 30 minutos, com 50 acrobacias. Sete pilotos devem encantar o público com manobras que deixam a impressão de que o avião está descontrolado. Além da esquadrilha, haverá um desfile aéreo, sem manobras, com os caças A-1, F-5M,KC-130 Hércules, operados por outros esquadrões.

Para executar as manobras do desfile os pilotos da Esquadrilha da Fumaça treinaram por dois anos, desde que os novos aviões A 29 Super Tucano chegaram à base área de Pirassungunga, em São Paulo. As novas aeronaves substituíram as antigas, os T 27 Tucano, e tem o dobro da potência, além de equipamentos mais modernos. Para fazer a famosa fumaça da esquadrilha é colocado um óleo ecológico que é pulverizado pelos escapamentos dos aviões.

Entre as manobras deste 7 de Setembro estão o Lancevaque e o Chumboide. A primeira consiste em giros mais verticalizados e a outra tem deslocamento mais horizontal. Para o público, as manobras trazem a impressão de que o avião está descontrolado, mas os pilotos têm total controle sobre a aeronave, podendo retornar ao voo normal a qualquer momento.

O capitão Eduardo Maia Arantes, que ocupa a Posição 7 na esquadrilha e neste ano vai ser o locutor da atração no desfile de independência, conta a sensação de pilotar: “Quando se está voando é muita emoção. A primeira demonstração é a mais marcante. É preciso sempre ter muita atenção nos comandos dos voos.”

A Esquadrilha da Fumaça é composta por 13 pilotos, sendo que apenas um ocupa a primeira posição, a do líder. As demais, de dois a sete, são formadas por dois pilotos. Para fazer parte do grupamento, é necessário ter experiência em voo. A Força Aérea Brasileira exige dos interessados 1.500 horas de voo, sendo que 800 horas devem ser de instrução. Após a comprovação da experiência, o pedido para integrar a esquadrilha é encaminhado a um conselho que aceita ou não o novo membro. A partir daí, eles passam por treinamento teórico e realizam 80 missões (voos) de treinamento, antes de começar as apresentações pelo país.

Segundo o major e oficial de doutrina da Esquadrilha da Fumaça, Ubirajara Pereira Costa Júnior, que ocupa a Posição Número 3 no grupo, os pilotos têm uma rotina rígida para garantir o sucesso das apresentações. “Nós temos uma rotina militar e estudamos as manobras por dois anos. Algumas nós modificamos, outras mantemos”, explicou.

O desfile terrestre de hoje tem previsão de término para as 10h30, com o show da Esquadrilha da Fumaça. O percurso será de 2 quilômetros (km), na Via N1, sentido Palácio do Planalto, Rodoviária. Participam mais de 20 entidades e órgãos, militares e civis. A apresentação segue o modelo dos anos anteriores, com escolas, bandas e grupamentos militares.
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/